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Não ao Caveirão Aéreo!
Imagine acordar ao som de tiros e perceber que esses disparos vêm do alto, de um helicóptero sobrevoando o seu prédio, a sua casa, a sua rua.
Imagine crianças brincando na rua, indo ou voltando da escola, enquanto um helicóptero sobrevoa, atirando para baixo!
Pessoas indo buscar o pão de cada dia ou chegando em casa após um dia intenso de trabalho para sustentar suas famílias, enquanto um helicóptero sobrevoa, atirando para baixo!
Pense em irmãos e irmãs em uma igreja, celebrando um culto, ou em um terreiro, celebrando o seu axé. Ou uma família em casa, assistindo televisão Imagine esses momentos sendo atravessados por tiros vindo do alto, de um helicóptero sobrevoando o local.
Imagine o terror e o medo!
Um helicóptero em movimento, imprevisível, disparando sem precisão!
E não se trata apenas de um tiro, mas de muitas balas por minuto.
Essa política de segurança pública realmente funciona? Combate mesmo o crime organizado ou só reproduz uma lógica de medo, pânico e terror, que rouba o sono e a alegria de milhares de pessoas nas favelas do Rio de Janeiro?
Quantas famílias podem ser destruídas? Quantas crianças podem ser perdidas?
Quantas balas podem ser encontradas nestas crianças, nestes jovens, nestes adultos e nestes idosos, sob o pretexto de enfrentar a criminalidade?
Todos nós queremos um Rio de paz, livre do crime organizado. Mas, para isso, é preciso planejamento e inteligência.
A pergunta que fazemos é: em quais os territórios o Estado autoriza que um helicóptero sobrevoe, atirando para baixo? Será que não existe preconceito contra a favela e seus moradores? Na periferia podem entrar atirando do alto, com rajadas, sem precisão?
Será que, no fundo, não existe um desprezo à vida, à dignidade e à cidadania de quem vive ali? Uma espécie de licença para atirar, esculachar, humilhar e matar?
A favela quer viver!
Ninguém quer que os territórios sejam controlados por facções do tráfico ou por milícias. Queremos combater o crime organizado. Mas essa lógica da letalidade, confronto e tiroteio está dando certo?
Estamos comemorando a paz ou estamos acumulando vidas perdidas, mães inconsoláveis e famílias destruídas, levando nossas crianças ao caixão ao invés de protegê-las para que possam chegar à escola? Um helicóptero sobrevoando um território sem precisão, atirando muitas vezes. Qual a efetividade? Está dando certo? E quais os territórios em que se pode fazer isso?
E, mais uma vez, perguntamos: quem gostaria de viver sob esse terror? Não, não podemos aceitar o Caveirão aéreo e o tiro a esmo.
Queremos combater o crime organizado, mas a vida dos moradores da favela importa e não pode ser descartada como efeito colateral.
Vem com a gente!
Levante a sua voz por cidadania, respeito e inteligência no combate ao crime!
Vidas faveladas importam!