Cheguei ao Congresso como filho da periferia de Niterói, homem negro criado com pouco dinheiro e muito afeto. E fiz uma escolha: a política ou serve ao povo ou serve ao poder.
Fui coautor, junto com Guilherme Boulos, da lei que instituiu o Programa Nacional das Cozinhas Solidárias, que já se tornou uma política pública do Governo Lula. Enfrentei, ao lado de Erika Hilton, a tentativa de acabar com o casamento civil igualitário. Fui voz de destaque na CPMI do 8 de Janeiro, que cumpriu um papel fundamental para a responsabilização dos golpistas. Criei a inédita Frente Parlamentar em Defesa do Estado Laico e da Liberdade Religiosa.
Denunciei os vínculos da família Bolsonaro com o Escritório do Crime. Enfrentei a Bancada da Bala. Defendi as vidas de crianças assassinadas nas favelas, nomes que o Congresso prefere não pronunciar. Disse que a Guerra às Drogas é uma política racista que assassina a juventude negra nas periferias.
Quando tentaram eleger o novo presidente da Câmara, me candidatei para marcar posição e fui ao microfone dizer: o orçamento secreto não foi superado, foi repaginado. Que não quero ser presidente do sindicato do Centrão. Que quero ser guardião da democracia. E que nenhum projeto de anistia aos golpistas seria pautado enquanto eu tivesse voz. Sem anistia. Ditadura nunca mais.
Lutei pelo fim da escala 6×1, pela isenção do IR para quem ganha até cinco mil reais, pela taxação das grandes fortunas, pela regulação das plataformas digitais e pelo direito à terra, à moradia e à vida digna nas periferias.
Quero seguir nessa luta. Não sozinho. Com você.
Paz, bem e coragem.